Nas últimas semanas, acontecimentos trágicos envolvendo suicídios causaram comoção nos brasileiros. No final de março, a modelo Cibele Dorsa se atirou do sétimo andar do prédio onde residia em São Paulo, e no dia 07 de abril, o estudante Wellington Menezes de Oliveira se matou após balear dezenas de alunos em um colégio no Rio de Janeiro. Com esses acontecimentos tão tristes, perguntamos se não existe uma forma de evitar o suicídio.
De acordo com especialistas, nosso país não possui cultura ou tradição suicida, no entanto, conforme dados divulgados pelo Ministério da Justiça no Mapa da Violência/2011, o suicídio foi a causa de morte violenta que mais cresceu nos últimos dez anos, com índice de 17%, tanto para o total da população quanto para jovens nas idades de 15 a 24 anos. Especialistas orientam que os brasileiros precisam prestar atenção aos sinais apresentados com pessoas deprimidas ou com outros transtornos de comportamento para evitar finais trágicos.
As principais causas apontadas por especialistas que impulsionam uma pessoa a dar fim em sua própria vida são problemas como abuso de drogas, depressão, e acontecimentos que sobrecarregam o estado emocional, como o falecimento de um ente querido, a perda do emprego, ou o fim de uma relação amorosa. O problema é que essas situações acabam sendo vistas como momentâneas ou consideradas até mesmo como “frescuras”.
Profissionais recomendam aos familiares quando notarem que pessoa passa a ter idéias de suicídio, busquem ajuda de um especialista o quanto antes. O tratamento é feito com psicoterapias que dão ênfase em treinamentos de superação. A psicoterapia costuma ser indicada para pessoas resilientes, ou seja, que são capazes de passar por acontecimentos traumáticos e voltar a ter uma boa qualidade de vida.
Psicólogos acrescentam que esses acontecimentos trágicos criam chances de aprimoramento pessoal pela introdução de novas perspectivas e valores para o indivíduo. Ele passa a valorizar mais a vida, melhorar a relação com a família e resgatar sua espiritualidade e religiosidade.
Por Selma Isis
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