Hoje em dia todo mundo se preocupa em ter uma alimentação saudável, comer muita salada, frutas e legumes. E isso é ótimo!
Mas o organismo humano precisa de uma certa quantidade de gordura para funcionar bem, e esta “gordura boa” – os ácidos graxos – pode ser encontrada nos diversos tipos de óleo de cozinha.
“O óleo é um veículo que transporta as vitaminas para o nosso organismo”, afirma Rafael Camassutti Bedore, engenheiro de alimentos da Sementes Esperança. Ele acrescenta que o óleo é fonte de energia e, por isso, deve estar presente na alimentação, desde que em doses moderadas. “Em uma dieta de 2 mil calorias, o valor diário do consumo de óleo vegetal deve ser de 6%.”
Mas, com tantos tipos disponíveis nas prateleiras, como escolher? “O que eu aconselho é verificar no rótulo a quantidade de gorduras insaturadas. Quanto mais gordura insaturada o óleo tiver, melhor para consumir, porque o organismo vai tirar a energia do óleo e eliminar a gordura sem que ela cause prejuízos. Pelo contrário, essa gordura reduz o colesterol ruim e aumenta o bom”, explica Bedore.
O engenheiro de alimentos lembra que a escolha do óleo na culinária fica a critério do consumidor, mas ressalta que existem dois tipos mais indicados para frituras. “A gente aconselha canola e amendoim. O alimento absorve pouco esses tipos de óleo, ou seja, fica sequinho”, diz. “Além disso, não deixam cheiro no ambiente nem gosto na comida, e podem ser reutilizados várias vezes, porque toleram bem altas temperaturas sem queimar.”
Para que você possa escolher o óleo mais adequado às suas necessidades, confira a descrição dos tipos encontrados no supermercado.
Óleo de canola: ideal para frituras, possui bastante gordura insaturada, especialmente do tipo monoinsaturada, que é metabolizada rapidamente pelo organismo. Contém ácidos graxos ômega-3, substância anti-inflamatória, e, por ser rico gorduras mono-insaturadas, colabora com a redução da pressão arterial e previne doenças do coração e das artérias, reduzindo o colesterol ruim e aumentando o bom.
Óleo de soja: possui ácido linolénico, nutriente que contribui para o funcionamento saudável do sistema nervoso, tem ação anti-inflamatória e reduz o risco de doenças do coração. É rico em vitamina E, que retarda o envelhecimento celular e melhora a imunidade. Também pode ser usado para frituras, mas deixa cheiro no ambiente e gosto na comida. Mais indicado para outros usos, como refogas e cozimentos em geral.
Óleo de amendoim: tem propriedades nutritivas que podem ser comparadas às do azeite de oliva, o que o diferencia dos óleos comuns. É rico em ômega-6, atuando na prevenção de doenças neurológicas e cardiovasculares, além de estimular o sistema imunológico e o sistema nervoso e reduzir o colesterol ruim.
Azeite de Oliva: feito de azeitonas frescas, contém 80% de gordura monoinsaturada, principalmente o ácido oléico, que é um ótimo protetor contra doenças das artérias que irrigam o coração. Deve ser consumido cru, pois além de perder suas propriedades quando submetido a altas temperaturas, o cheiro e o gosto da azeitona ficam bem acentuados.
Dica: dê preferência a garrafas marrons ou verdes, que evitam o contato do produto com a luz.
Óleo de milho: rico em gorduras poli-insaturadas, ajuda na redução do colesterol ruim, evitando, assim, doenças do coração. Possui vitamina A, que melhora o sistema imunológico, e vitamina E, antioxidante que retarda o envelhecimento das células.
Óleo de girassol: contribui para a redução do colesterol, já que é rico nos ácidos graxos insaturados ômega-3, 6 e 9, vitais para a saúde de todas as células. Contém vitamina E, importante antioxidante que ajuda a retardar o envelhecimento das células e dos tecidos do organismo e que contribui para o fortalecimento das defesas do organismo.

Por sendas
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