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Segundo especialistas, mesmo com baixa incidência, o Pé Torto Congênito (PTC) costuma ocorrer duas vezes mais em meninos do que meninas. Trata-se de uma deformidade que afeta vasos sanguíneos, músculos, ossos e tendões de uma forma complexa. Mesmo assim, esse problema pode ser identificado logo no seu início e o tratamento pode ser feito imediatamente.
Em alguns casos a identificação do pé torto pode ser feita ainda com o bebê em gestação, durante o exame pré-natal . Se isso acontece, os médicos iniciam o tratamento após o nascimento, que é feito com a manipulação manual dos pés da criança e aplicações de gesso para corrigir a deformidade, sendo feitas trocas semanais.
Após a quinta troca do gesso, os especialistas realizam um procedimento cirúrgico no tendão de Aquiles, com a criança sedada. Mas os médicos ressaltam que essa cirurgia complementar é indicada em poucos casos, e o problema costuma ser solucionado até o segundo mês de vida do paciente. O importante é que o pé fique totalmente corrigido antes que a criança comece a andar, que ocorre por volta do 1º anos de vida.
Mesmo após o tratamento, médicos advertem de que o problema tende a reaparecer com o tempo, por isso quando for retirado o último gesso, os especialistas recomendam o uso de órtese integralmente pela criança por três meses seguidos. Depois disso o paciente pode utilizar a órtese quando dormir, no período de dois a quatro anos, conforme o caso.
O pé torto não é curado com a cirurgia, ela apenas melhora a aparência geral do pé da criança. No entanto ela reduz a força dos músculos da perna e do pé, o que dificulta a movimentação dos pés. Essa complicação costuma surgir a partir da segunda década de vida do paciente, e podem ficar dolorosos com o decorrer dos anos. Por isso é muito importante o acompanhamento constante de um médico especialista.
Por Selma Isis
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