No ano em que um dos maiores escritores brasileiros completaria 100 anos, estão previstas diversas homenagens a Jorge Amado (1912-2001). Uma das mais importantes, sem dúvida, estreia nesta segunda-feira: o remake da novela “Gabriela”, no horário das 23h00, na Globo.
Trata-se da terceira adaptação para a TV do livro escrito por Jorge Amado. Além da versão de 1975, que consagrou a atriz Sônia Braga no papel-título, também exibida na Globo, em 1960, foi realizada uma versão pouco conhecida do público, pela extinta TV Tupi, que teve a corista Janete Volu no papel principal, e que teve a direção de Maurício Shermann.
Como se trata de um personagem imortalizado pela atriz Sônia Braga nos anos 70, que a transformou em uma das principais atrizes brasileiras, já que interpretou a retirante sertaneja duas vezes: além da novela de 1975 também estrelou o filme “Gabriela”, de 1983, dirigido por Bruno Barreto, onde contracenou com Marcello Mastroianni.
Dessa forma, a escolha do nome da atriz Juliana Paes para interpretar a protagonista na novela de 2012 provocou diversas discussões nas redes sociais, em especial pelas pessoas que assistiram à novela de 1975, alegando que Juliana, que tem 33 anos, seria “velha” demais para o papel que foi interpretado por Sônia aos 25 anos, já que se trata de um dos mais sedutores personagens femininos criados por Jorge Amado.
Vale lembrar de que ao interpretar a morena brejeira de Jorge Amado no filme de 1983, Sônia possuía 33 anos na época, e além de contracenar com um dos grandes nomes do cinema, Marcello Mastroianni, após o sucesso do longa-metragem, seguiu carreira internacional nos Estados Unidos, onde mora até hoje.
Mesmo com as adaptações, o autor Walcyr Carrasco, que escreve a nova versão de Gabriela, promete seguir a espinha dorsal da história, que aborda o romance entre o sírio Nacib (Humberto Martins) e a mulata Gabriela (Juliana Paes), que foge da seca nordestina para Ilhéus, cidade baiana, que nos anos 20, passa por um período de crescimento econômico em razão da produção de cacau.
Carrasco promete ser mais fiel ao livro de Jorge Amado, “Gabriela, Cravo e Canela”, escrito em 1958 do que à novela de 1975, escrita por Walter George Durst. Isso porque irá abordar como pano de fundo, o que Amado retratou no livro: os anos 1920, adultério e a modernização de Ilhéus.
De carona nas comemorações dos 100 anos do nascimento do escritor e na estreia da novela, a editora Cia. Das Letras investe nas reedições das histórias do escritor baiano. A reedição de “Gabriela, Cravo e Canela” já chegou às livrarias, em edição econômica com 336 páginas e preço sugerido de R$ 29,50. É uma boa dica para quem quiser comparar a história original com a nova versão que será exibida na Globo.
O site oficial da novela “Gabriela” já está disponível no portal da Globo.com: http://tvg.globo.com/novelas/gabriela/index.html
Por Selma Isis
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