Como o ambiente de trabalho é um local em que as pessoas passam a maior parte do dia, é natural que surgir romances entre colegas. Isso porque o trabalho próximo, aliado com o convívio diário e a partilha dos mesmos interesses colaboram para o surgimento de namoros no trabalho.
São notórios casos de relações sérias que começaram no ambiente de trabalho, como o dos jornalistas Fátima Bernardes e William Bonner, que se conheceram na própria TV Globo, namoraram e estão casados há mais de 20 anos, tiveram três filhos e que atualmente dividem a apresentação do Jornal Nacional, o principal noticiário da emissora.
O casal de atores Paulo José e Nicete Bruno foi outro caso de namoro que surgiu durante o trabalho, quando encenaram uma peça teatral, e se transformou em um dos casamentos mais sólidos do teatro brasileiro, com quase cinco décadas de união que gerou três filhos que também seguiram a carreira artística dos pais.
Isso ocorre porque, segundo especialistas, o contato no ambiente do trabalho é intenso entre homens e mulheres. As situações vivenciadas todos os dias acabam por destacar os defeitos e qualidades das pessoas, já que durante a jornada de trabalho é necessário lidar com situações diversas que se destinam a um lado desconhecido do ambiente de trabalho, que é o dos relacionamentos pessoais.
Mas como o namoro no trabalho muitas vezes pode ser inevitável, tanto as empresas como funcionários devem ficar atentos e tomar certos cuidados para que o namoro não prejudique a produtividade na empresa e não provoque constrangimento entre os demais funcionários. Especialistas apontam que é necessário adotar normalmente uma postura diferente dentro da empresa, não misturando o namoro com o que acontece durante o expediente.
Dessa forma, é preciso evitar sempre os seguintes comportamentos dentro da empresa: contatos físicos, piscadas de olhos, expressões faciais que demonstram excitação, amor, ciúmes, tristeza, paixão, raiva, entre outros, para que não provoquem constrangimentos entre os demais colegas e superiores.
Os riscos são ainda maiores no caso de namoro entre subordinados e chefes, pois qualquer benefício concedido pode ser notado pelos demais, que podem achar que se trata de uma vantagem decorrente da relação íntima entre eles.
Dessa forma, para não ter problemas com o namoro dentro da empresa, o ideal é que os envolvidos adotem um comportamento discreto; não enviar e-mails carinhosos no endereço da empresa; saibam separar o namoro o lado pessoal do profissional; deixar sempre as discussões e brigas de casal fora da empresa; e nuca façam carícias em público na empresa.
Por Selma Isis
Fonte: Luiz Carlos Carvalho, vice-presidente do Instituto Gutemberg.
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Assunto: artigo informativo