Mulheres com Redução de estômago e os cuidados especiais ao engravidar

31st março, 2011 por Selma Isis Peigo | Mulher.


A cirurgia de redução de estômago tornou-se um alívio para pessoas com obesidade mórbida, mas no caso das mulheres que passam por esse procedimento e pretendem engravidar depois disso, precisam ter cuidados especiais antes de realizar o sonho de ser mãe.

Especialistas advertem que as mulheres que passaram por esse tipo de cirurgia pretendem fazer um tratamento de suplementação alimentar antes de engravidarem. Isso acontece porque a cirurgia provoca uma redução de Vitamina A tão grande no organismo, que pode deixar a criança cega, ainda no estado de formação durante a gravidez.

Esse é o resultado de um estudo feito pelo médico Glen Gole, oftalmologista do Royal Children’s Hospital, na Austrália. O estudo feito pelo médico, foi publicado em uma revista médica especializada dos EUA, sob o título: “Malformação ocular em um recém-nascido secundária à hipovitaminose A materna”

Nesse estudo, o oftalmologista informou o caso de uma mulher que fez cirurgia de redução do estômago sete anos antes de engravidar. Quando estava com nove semanas de gestação, ela recebeu o diagnóstico de deficiência grave de diversas vitaminas: D, K, A e de ferro.

Ao nascer, o bebê apresentou malformações significativas nos seus dois olhos. Um exame de eletrorretinografia revelou que a criança estava com outra deficiência orgânica. O bebê passou por tratamento, mas mesmo assim continua com baixa qualidade de visão.

Especialistas no Brasil dizem que o fato expõe muito bem a importância da vitamina A para a formação dos olhos do bebê, em especial para as mulheres que passaram pela cirurgia bariátrica, mas pretendem engravidar depois disso.

Chamada de cirurgia bariátrica, o procedimento para o tratamento da obesidade, teve suas normas de segurança editadas em 2005, pelo Conselho Federal de Medicina. A Resolução CFM N° 1.766, estabeleceu as principais regras para seu tratamento, condições hospitalares, técnicas cirúrgicas, profissionais habilitados, como devem ser selecionados os pacientes, entre outros.

Esse tipo de cirurgia é indicado para pacientes com obesidade mórbida, que passam por complicações. Dependendo da técnica realizada, o paciente reduz seu peso de 68 a 78% no primeiro ano após a cirurgia mais comum, a de Capela.

Como que passa pela cirurgia reduz sua alimentação drasticamente, reduz sua ingestão de vitaminas, como a vitamina A. Este é um micronutriente extremamente importante para diversos processos metabólicos, como o sistema imunológico, crescimento, reprodução e outros.

A falta de vitamina A provoca a doença chamada de Deficiência de Vitamina A (DVA), que é grave e é causa freqüente de cegueira prevenível nas crianças, e também contribui para o aumento de doenças infecciosas e mortes durante a infância.

Por isso, se passou por uma cirurgia de redução do estômago e pretende engravidar, procure o seu médico para que lhe passe o tratamento adequado. Um dos mais usados é a suplementação alimentar durante o pré-natal.

Por Selma Isis

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Assunto: informação, Mulher, saúde

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