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Desde o início da civilização, é inegável de que as mulheres avançaram e muito na conquista de seus direitos. É comum encontrarmos mulheres em cargos de liderança, ou exercendo profissões de que até pouco tempo atrás eram exclusivas dos homens. No entanto, as empresas ainda se preocupam em contratar mulheres, por acharem que caso elas saiam de licença-maternidade, podem gerar gastos extras.

Mesmo com tempo de estudo maior do que os homens, e tendo que conciliar o trabalho fora com o doméstico, elas ainda ganham menos do que os homens, mesmo exercendo as mesmas funções. Segundo especialistas na área de Recursos Humanos, para que uma mulher atinja um cargo de liderança ou gerência, é preciso que ela abra mão de projetos pessoais, como adiar planos de ter filhos, além de estudar muito mais do que seus colegas do sexo masculino.

Isso acontece porque muitos empregadores ainda acreditam que mulheres jovens, em idade para ter filhos, podem engravidar inesperadamente e obrigá-los a contratar um funcionário temporário durante a licença-maternidade.

A legislação tenta proteger o trabalho da mulher no artigo 5º da Constituição Federal, em que veda qualquer tipo de discriminação, além da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que destinou um capítulo específico somente para proteger o trabalho feminino. Mesmo assim, essas determinações não são seguidas na prática.

Especialistas apontam que um dos principais problemas é a diferença salarial entre homens e mulheres. Por isso, fique atenta aos seus direitos e verifique se está sendo respeitada em seu trabalho. Em caso de dúvidas, procure o sindicato de sua categoria profissional ou um advogado trabalhista.

 

Fonte: Daniele Coutinho Setton, consultora e especialista na área de Recursos Humanos

Por Selma Isis Pego

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