O cantor e compositor Carlos Roberto de Oliveira conhecido carinhosamente como Dicró faleceu nesta última noite de quarta – feira dia 25 de abril aos 66 anos após passar mal em sua casa onde após ser encaminhado ao Hospital fez uma sessão de hemodiálise, pois sofria de diabetes e insuficiência renal, mas na sequencia ele sofreu um infarto e acabou não resistindo.
SAMBISTA DICRÓ
Dicró era conhecido por compor sambas bem-humorados, recheados de sátira e brincadeiras com as sogras. Na década de 1990, formou parceria com os sambistas Moreira da Silva e Bezerra da Silva, encontro que resultou no álbum ‘Os 3 malandros in concert’.
O sambista nasceu em Mesquita, na Baixada Fluminense, mas sempre teve um carinho muito especial pelo bairro de Ramos, no subúrbio. Segundo ele, quando era pequeno, ia a pé de Mesquita até a praia de Ramos, pois não tinha dinheiro para pagar a passagem. Para o sambista, esse era o motivo do carinho especial que sentia pela região e a razão pela qual incluiu Ramos em algumas de suas músicas. Quando a praia começou a ficar suja, Dicró teria sido um dos maiores defensores do local e chegou a organizar um abraço simbólico da população no entorno da praia.
Um dos últimos CDs lançados por Dicró era vendido na rua, de mão em mão. O projeto, que é chamado ‘CD Rua’ e é de autoria do cantor Aguinaldo Timóteo, dá a possibilidade do artista vender o CD a preço popular, o que, segundo Dicró, era mais justo com os seus fãs.
Entrevista com Dicró
O Político
Dicró no Cruzeiro
Dicró
*Mesquita, 14 de fevereiro de 1946
+ Magé, 26 de abril de 2012
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