Estamos em plenas férias de julho, período em que muitos pais precisam trabalhar durante o recesso de meio de ano, o que faz com que as crianças permaneçam um tempo maior em casa, deixando-as mais propensas aos acidentes domésticos.
Segundo dados do Ministério da Saúde, em média, 125 mil crianças com idades de até 14 anos são hospitalizadas anualmente no Brasil vítimas de acidentes domésticos. Mesmo com o alto número, segundo o Ministério, pelo menos 90% dos casos poderiam ter sido evitados se fossem adotadas simples medidas de vigilância e segurança constante às crianças.
Segundo Wylma Hossaka, coordenadora do Pronto Atendimento Pediátrico do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo (SP), os acidentes domésticos mais comuns que envolvem as crianças são: afogamentos, sufocações, intoxicações, queimaduras e quedas.
Leia a seguir as principais dicas de cuidados para prevenir e proceder em casos de acidentes domésticos envolvendo crianças:
Água: Em residências que contam com piscinas é muito importante que existam grades e portões para impedir o acesso das crianças no local sem um adulto acompanhando.
Sufocação: Os primeiros socorros nessa situação é provocar tosse na criança, dando tampas nas costas e levando-a ao pronto socorro.
Intoxicação: É preciso provocar o vômito na criança até duas horas depois dela ter ingerido acidentalmente produtos químicos ou medicamentos. Em seguida, a criança deve ser encaminhada ao hospital para a realização de uma lavagem estomacal.
Queimaduras: Se a criança se queimar acidentalmente na cozinha, não aplique pasta d’água, cremes ou pasta de dente no local atingido, mas sim somente água fresca, devendo procurar um médico imediatamente.
Para evitar queimaduras, deixe produtos inflamáveis guardados bem longe do alcance das crianças, de preferência em locais altos e trancados à chave. Também procure deixar os cabos das panelas virados para dentro do fogão, e se for ferver água, mantenha a panela da fervura nas bocas de trás do fogão.
Quedas: Locais sem proteção somados com a falta de vigilância de adultos são os principais fatores que provocam as quedas acidentais de crianças em casa. Até mesmo bebês podem sofrer grandes traumas por causa de quedas.
Dessa forma, nunca deixe o bebê deitado na cama sem contar com uma barreira de proteção. Além disso, não deixe as crianças andarem em pisos molhados e muito lisos, lajes sem proteção, nem próximas a sacadas e janelas sem grades.
Por fim, a médica alerta para evitar deixar ao alcance das crianças produtos químicos, medicamentos, perfumes, produtos de limpeza, botões, moedas e peças de brinquedos, que podem provocar intoxicações e sufocamentos.
Por Selma Isis
Fonte: Wylma Hossaka – coordenadora do Pronto Atendimento Pediátrico da Beneficência Portuguesa de São Paulo (www.bpsp.org.br)
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