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As pessoas que pretendem aproveitar as férias de julho longe de casa com a família precisam ter uma atenção especial com a saúde. Especialistas apontam que o ideal é que o turista procure atualizar sua carteira de vacinação, bem como ter uma maior preocupação se a região em que for visitar é considerada área de risco para doenças como meningite, sarampo ou febre amarela.

Atenção com a saúdeMédicos informam que não se deve viajar sem tenha completado o calendário de vacinação. Isso porque existem locais em que é recomendada a aplicação de vacinas contra meningite, cólera ou febre amarela.

Além disso, especialistas advertem que os turistas não devem se esquecer de se vacinar contra a gripa, ainda mais para quem pretende visitar cidades serranas, como Gramado e Campos do Jordão, por exemplo. Isso porque como os turistas ficam concentrados em ambientes muito fechados e aquecido, a circulação do vírus da gripe é maior e a pessoa está mais propensa a contraí-lo.

Todo cuidado com a gripe é pouco, pois somente no começo deste inverno, o Estado do Rio Grande do Sul registrou a morte de seis pessoas por causa da gripe H1N1. O problema também está presente em países vizinhos do Brasil. Na Argentina, somente a província de Mendoza registrou 50 casos de Gripe A, com uma morte inclusa.

Dessa forma, especialistas apontam que os turistas que pretendem viajar para países situados no Hemisfério Sul devem tomar a vacina contra a gripe, mesmo que não tenha registros de casos de gripe, pois o vírus circula por toda essa região.

Vale lembrar que além de ser uma doença extremamente contagiosa, a gripe pode ser transmitida até mesmo durante os voos aéreos. Uma pesquisa divulgada em junho pelo “Emerging Infectious Diseases Journal, publicação científica, constatou que 2% dos passageiros entrevistados que fizeram voos de longa distância na Austrália apresentaram sintomas de gripe (tosse) e 5% deles desenvolveram sintomas da síndrome gripal uma semana depois do desembarque.

Especialistas comentam que essa pesquisa apontou alguns fatores que favorecem a propagação da doença: como o tempo do voo, a proximidade dos passageiros na aeronave, e o movimento da tripulação pela cabine. Dessa forma, a prevenção da gripe através de vacinas é a melhor alternativa.

Uma novidade disponível para os brasileiros desde o mês de abril é a primeira vacina contra a gripe com sistema de microinjeção, a IDflu, produzida pela Sanofi Pasteur. Possui uma agulha minúscula, com apenas 1,5 mm, tamanho dez vezes menor do que as convencionais.

A vacina é aplicada na derme, segunda camada da pele, que proporciona uma resposta rápida e eficaz . Com uma agulha menos invasiva, é uma alternativa para pessoas que receiam em tomar injeção, sendo indicada para pessoas dos 18 a 59 anos.

Por Selma Isis

Fontes: Médicos: Edimilson Migowski, professor adjunto de Infectologia Pediátrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Sheila Homsani, gerente médica da Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas do grupo Sanofi-Aventis; Isabella Ballalai, da direção da Associação Brasileira de Imunizações (SBIm)

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