Pesquisa mostra que exercícios físicos combatem o gene da obesidade
Se você sempre arruma desculpas para não praticar atividades físicas, nesta semana foi divulgado mais um bom motivo para deixar a preguiça de lado e se mexer. Segundo estudo publicado na revista médica PLos Medicina, realizado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a prática de exercícios diários diminui os efeitos do gene FTO, que aumenta as chances da pessoa desenvolver obesidade.
Os médicos que realizaram a pesquisa perceberam de que os pacientes que tinham o gene da obesidade, mas que praticavam exercícios físicos com freqüência, reduziam a chance de desenvolver a obesidade em 27%. Essa atividade física freqüente equivale a uma rotina de 30 minutos de atividades físicas, como passear com o cachorro, cinco vezes por semana.
Segundo o estudo, o risco de desenvolver a doença caiu em 27% entre os adultos que tinham o gene FTO, mas eram fisicamente ativos, isto é, faziam pelo menos 30 minutos de exercícios físicos, como andar com o cachorro, cinco dias por semana.
Os estudiosos analisaram dados de pesquisas anteriores, envolvendo mais de 200 mil pacientes para comprovar se a atividade física tinha relação com o gene da obesidade FTO. Dessa forma concluíram que ¾ dos pacientes que participaram do estudo que realizavam atividades físicas freqüentes diminuíram a chance de desenvolver a doença em 22%, enquanto que os pacientes sedentários que tinham o gene FTO tinham 23% a mais de chances de desenvolverem a obesidade.
Dessa forma, a autora do estudo, Ruth Loos, que é médica epidemologista da Universidade de Cambridge, expõe que mesmo as pessoas que têm tendência a obesidade podem se beneficiar com a prática de exercícios físicos. Com isso a genética deixa de receber toda a culpa pelo excesso de peso.
Praticar regularmente atividades físicas só fazem bem, pois, além de contribuir para prevenir doenças, melhora a auto-estima, sendo indicada para pessoas de todas as idades, especialmente para as que estão na “melhor idade”.
Muitas das alegadas desculpas que as pessoas dão para não praticar exercícios físicos não se justificam, pois a maioria absoluta dos médicos concorda de que a melhoria da qualidade de vida e da saúde passam pelo combate ao sedentarismo.
A caminhada é a principal arma para que as pessoas possam sair do sedentarismo para que recuperem o fôlego para que, posteriormente, possam praticar um outro esporte ou atividade física regular.
A melhor motivação para caminhar é a melhora da qualidade de vida e da saúde. A pessoa com saúde vive melhor com tudo e com todos ao seu redor, podendo até mesmo reduzir os impactos da depressão.
Para começar, escolha roupas leves, use tênis confortáveis e escolha uma praça ou parque para caminhar por 10 a 15 minutos, aumentando gradualmente. Outras mudanças de hábitos no dia-a-dia colaboram muito para o condicionamento físico, como ir ao banco caminhando ou quando visitar um amigo, parar o carro um pouco mais distante.
Por Selma Isis
Com informações do médico ortopedista Fábio Ravaglia.
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Assunto: exercícios físicos, obesidade