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Quando falamos de DNA, a primeira coisa de que nos lembramos é o exame de paternidade. Mas esse tipo de exame, que já existe há 25 anos no Brasil, também pode ser feito em diversas situações, usado em diversas áreas. Exames sobre o perfil genético ajudam também a identificar pessoas desaparecidas e a solucionar crimes.
Um exemplo recente foi o que aconteceu em março, na cidade de Sabará (MG), em que o exame de DNA foi a principal prova para se condenar um pedreiro acusado de assassinar um empresário. O acusado tentou queimar o corpo para evitar vestígios e se livrar da condenação. No entanto, o exame genético de uma ossada encontrada na cidade comprovou de que se tratava realmente dos restos mortais do empresário assassinado pelo pedreiro.
Além dos exames de paternidade, o DNA também é usado para fazer a identificação genética individual e também para descobrir o sexo do feto no início da gestação. O perfil genético do indivíduo é definido por uma coleta de amostra de DNA, em que passa por uma análise com marcadores específicos, reconhecidos internacionalmente.
Clientes de laboratórios de biotecnologia recebem um cartão com código de consulta de seu perfil genético e um certificado. Isso pode ser muito útil se ele vier a ser acusado de crimes sexuais ou vítima de um desastre, o perfil poderá ser usado na comparação.
A descoberta do sexo de um feto é ideal para pais e mães ansiosos, que não agüentam esperar pelo ultra-som. A descoberta do sexo é feito pelo exame de sexagem, com o sangue materno. É feita a análise de dois genes, sendo um com beta-globina, comum dos dois sexos e outro exclusivo do sexo masculino (cromossomo Y).
Se o feto for do sexo masculino, são detectados o cromossomo Y e os dois genes beta-globina. No caso do sexo feminino, é detectado apenas o gene beta-globina. Esse exame possui uma confiabilidade de 98,2%, no entanto, depende do período da gestação e das condições da amostra do sangue recolhido.
Por Selma Isis
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