
Ao longo do século XX, as mulheres passaram a ocupar mais postos de trabalho e obtiveram diversas conquistas sociais. Apesar de ainda receberem menos do que os homens, o avanço das conquistas femininas ajudou no aumento do seu poder aquisitivo. Com maior poder de compra, as mulheres passaram a adquirir bens de consumo que, até pouco tempo, eram exclusivos ao público masculino, como vinhos, automóveis e cursos de ensino superior.
Mesmo com a relutância dos empregadores em remunerar as mulheres com os mesmos salários dos homens, elas adquiriram maior poder de compra que as levam a adquirir bens de consumos que até então eram exclusivos dos homens. Podemos citar um aumento no número de consumidoras de vinhos, além de serem maioria em cursos profissionalizantes e cursos de graduação.
O aumento do poder de compra feminino foi constatado após o Censo 2010, em que apontou que hoje o salário das mulheres equivale aproximadamente a 70% do salário de um homem. Ainda existe uma desigualdade, mas é bem menor se compararmos com pesquisas anteriores, em que apontavam que as mulheres recebiam o equivalente a 30% do salário dos homens 15 anos atrás. Mas a tendência é que, segundo pesquisadores, essa diferença diminua ainda mais ao longo dos anos.
Um dos bons exemplos do avanço do poder de compra feminino é o aumento de sua participação no mercado de vinhos, que até poucos anos atrás era um produto voltado para homens. Em restaurantes renomados, era muito comum que o garçom oferecesse o vinho primeiramente ao homem, para que avaliasse se o gosto lhe agradasse, enquanto que a mulher deveria acompanhá-lo.
Mas esse costume tende a terminar em breve. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Wine Market Council foi constatado que as mulheres representam 53% dos consumidores no mercado norte-americano. Aqui no Brasil a situação não é diferente. Donos de enotecas que realizam cursos para apreciadores de vinho registram cada vez mais um maior número de alunas.
Por Selma Isis
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Assunto: Mulher