
Na novela “Insensato Coração” exibida pela TV Globo, uma personagem está sendo destaque na trama: a jovem Marina, interpretada pela atriz Camila Pitanga sofre de endometriose, doença que a impedia de engravidar. Mas após conhecer André (Lázaro Ramos), envolve-se amorosamente com ele e engravida. No entanto o namoro termina e a moça fica em dúvida se realiza o sonho de ser mãe sem ter o pai por perto.
O assunto retratado pela a novela é mais comum do que imaginamos e muitas mulheres ficam em dúvida se a endometriose impede mesmo a gravidez. A endometriose é uma doença que ocorre quando o endométrio, que é um tecido que reveste o útero, fica implantado para o lado de fora do órgão reprodutor feminino.
Assim que a mulher menstrua, ela elimina fragmentos desse tecido do endométrio, mas devido ao problema, esses fragmentos caminham pelas tubas e alcançam o abdômen, trazendo diversas complicações.
Dentre os principais sintomas da endometriose, estão: dor durante as relações, alterações intestinais durante o período menstrual, que podem ser complicações para evacuar ou diarréias. Outra complicação é a dificuldade para engravidar, após um ano de tentativas, por exemplo.
Fique atenta para os sinais de cólica. Se elas não melhorarem com remédios e impedem a mulher de exercer suas atividades do cotidiano, pode ser mais um sinal de endometriose, pois a cólica intensa é um dos principais sintomas da doença, por isso, a visita a um médico ginecologista é fundamental, para que ele verifique se ela já está instalada.
Segundo especialistas, a doença pode impedir a gestação se estiver em um estágio avançado, mas ela causa muito sofrimento físico. Por isso, eles indicam a visita constante a um médico ginecologista para fazer o tratamento preventivo ou realizar o diagnóstico e o tratamento no caso do estágio avançado.
A laparoscopia é um dos tratamentos mais utilizados para o tratamento da endometriose. É um procedimento que visa retirar cistos que se formam devido ao acúmulo de tecidos do endométrio no útero. Esta é uma alternativa à cirurgia aberta, cada vez menos utilizada por especialistas, pois a laparoscopia é tão eficiente e com menos riscos do que uma cirurgia convencional.
Por Selma Isis Peigo
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