Muitas discussões, desgastes, desentendimentos e até mesmo ofensas e agressões costumam ocorrer antes que um casal resolva se separar. Trata-se de um doloroso e delicado momento em que os pais costumam ficar concentrados em seus próprios problemas e se esquecem da importante parte de dar atenção e apoio aos filhos.
A separação dos pais costuma deixar traumas e marcas nos filhos, por isso os pais têm a tarefa de levar o tema às crianças da melhor maneira possível. Isso acontece porque durante a infância os filhos podem apresentar sinais de angústia, medo, intolerância, agressão e impulsividade diante da situação. Pode acontecer também delas fantasiarem o acontecimento como uma separação temporária, por isso os pais devem ficar muito atentos.
O convívio com os coleguinhas da escola também pode ficar delicado, porque a criança tende a sofrer com as comparações dos pais de outros colegas ou com brincadeiras ou comentários feitos por eles.
Outra situação bastante comum nos pais recém-separados é quando tratam de forma não proposital o filho como se estivesse diante de uma “guerra”. Os pais costumam falar mal do outro para a criança e a usam para descobrir como está a vida do ex após a separação.
Especialistas recomendam aos pais buscar uma relação de respeito, não só entre eles, mas principalmente com a criança. É preciso ter a consciência de que ex-filho não existe, pelo contrário, ele é para sempre e precisa de atenção e ajuda para este momento delicado. É preciso informar à criança de que nada irá mudar a relação entre pais e filhos, e de que estarão sempre presentes, independente de qualquer circunstância.
Cordialidade, respeito e autocontrole são itens fundamentais para a boa convivência entre pais e filhos. Essas atitudes fazem com que a criança tenha uma postura mais madura e adequada diante da separação. Os pais também precisam ter consciência de que são responsáveis pelo bem-estar dos filhos e que suas atitudes refletem como se comportam nesta relação.
A criança não pode ser atingida de forma alguma por problemas financeiros, emocionais ou administrativos. Os pais também não podem se culpar pela separação, já que muitos adultos conseguiram superar a separação dos pais durante a infância.
Mesmo se o pai ou mãe se arriscarem em um novo relacionamento, é preciso conscientizar a criança de que ela continuará a ser sempre amada mesmo como o novo casamento da mãe e/ou do pai.
Por Selma Isis
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