
Rose (nome fictício) é uma professora bem sucedida. Como teve uma infância e adolescência modesta, não teve acesso a muitos bens de consumo, como roupas e sapatos de griffe. Após formar-se em uma faculdade renomada e arrumar um bom emprego, passou a adquirir os itens de que sempre sonhou, já que tinha um cartão de crédito com um limite alto. Assim passou a comprar os mais variados produtos, como roupas, sapatos- comprava vários pares iguais quando entrava em uma loja !
Passado algum tempo, tudo o que ganhava usava para pagar a fatura do cartão, e acabou fazendo um novo cartão de crédito para cobrir os gastos do cartão anterior, e assim seus gastos se transformaram em uma bola de neve, já que Rose não pagava mais o valor integral das faturas, somente o pagamento mínimo, em que correm juros absurdos. Resultado: em pouco tempo, sua divida passava dos R$ 100 mil. Detalhe: seu salário era da R$ 3 mil mensais.
O nome foi trocado para proteger a identidade, mas a história é verdadeira. Se não tiver planejamento, o cartão de crédito pode dar uma grande dor de cabeça. Segundo especialistas, o maior vilão é o crédito rotativo, que aumenta caso a pessoa pague o valor mínimo da fatura. O cartão precisa ser usado com algo para facilitar o crédito e não tendo a função de empréstimo.
Por isso o principal conselho é jamais entrar no crédito rotativo, que ocorre quando o titular do cartão faz o pagamento mínimo da fatura, e o valor fica acumulado para o mês seguinte.
Sendo assim, procure avaliar seus gastos mensais para descobrir o valor que pode gastar com o cartão de crédito. O ideal é que esses gastos não comprometam mais do que 20% de seu orçamento.
No caso de quem não pagou mais o valor total das parcelas por considerá-las muito altas, o melhor é negociar com a administradora do cartão como esses débitos devem ser pagos, antes que se transformem em um valor onde o consumidor não consegue mais pagar. Com uma conversa, é possível reduzir as parcelas em um valor que caiba em seu orçamento. No entanto as empresas não são obrigadas a aceitar a negociação.
Mas se a situação ficar crítica, como no caso de Rose, em que não se consegue mais pagar a dívida,uma das soluções é procurar fazer um empréstimo pessoal, com os menores juros possíveis para quitar a dívida do cartão de crédito, parando com o crédito rotativo e aumento dos juros. Qualquer outro tipo de empréstimo tem juros mais baixos dos que dos cartões de crédito. Mas fique atento com as outras tarifas cobradas, como para a abertura de crédito que podem ser altíssimas.
No caso de Rose, ela teve um final feliz: seu amigo Pedro emprestou-lhe o dinheiro que precisava para pagar a dívida, mas passou a administrar os gastos da professora. Ajudou-a com uma planilha financeira em que ela deveria anotar todos os seus gastos . Assim, ela conseguiu se recuperar financeiramente e conseguiu devolver o dinheiro que foi emprestado por Pedro.
Por Selma Isis
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Assunto: cartão de crédito, dicas, utilidade pública, utilidades
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