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Conhecida pelo design futurista, a Audi às vezes volta ao passado em alguns de seus modelos. É o caso do R8 Spyder, a versão conversível do cupê R8. Mas, ao contrário desse, que remete ao filme “Eu Robô” onde uma versão mais avançada serve de carro do protagonista interpretado por Will Smith, o Spyder dá um toque especial ao modelo ao utilizar uma capota de lona no lugar do sistema de partes rígidas, mais usado atualmente.

Analisando o design do R8 Spyder, chegamos à uma constatação logo de cara. Embora belo, o conversível perde grande parte da personalidade do cupê, isso porque uma das características mais marcantes do R8 é o arco atrás do cockpit que exibe uma cor diferente do resto do carro. Como não tem teto rígido, o Spyder perde essa característica. A capota de lona, no entanto, quebra o visual “robótico” e o aproxima mais de modelos italianos como os da Ferrari, por exemplo.

Já com a capota abaixada, o R8 encanta. A frente delicada combinada à traseira avantajada, sinalizando o que vem por aí. Chama a atenção o fato de não haver santantônios visíveis, mas eles estão lá retraídos e só funcionam em situações de emergência. Bom para o design, que está mais fluido e destacando as saídas do motor central.Por falar nisso, o processo de recolhimento e abertura da capota leva 19 segundos e pode ser feito até a 50 km/h. A enorme tampa do capô feita em fibra de carbono se levanta e dá a impressão que o R8 irá decolar.

O interior é confortável e sofisticado, outra característica às vezes não perseguida pelos rivais. Mas a Audi deixou alguma coisa mais primitiva a bordo. A partida, por exemplo, é feita por uma chave comum e o freio de estacionamento é manual. Isso não significa deixar de ter itens como o sistema multimídia MMI.
Equipado com o motor V10, o mesmo usado pela irmã Lamborghini, tem 525 cv de potência e cerca de 53 kgfm de torque. Com ele, o R8 Spyder é capaz de atingir 313 km/h de velocidade máxima, claro, com a capota instalada, e acelerar de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos. O câmbio é o R Tronic de seis marchas que usa um princípio semelhante ao do I-Motion da Volkswagen, ou seja, é uma transmissão manual com embreagem automatizada. Já havia dirigido o R8 V8 numa pista fechada na Alemanha e o Spyder trouxe boas lembranças, sobretudo na disposição que exibe logo na primeira marcha. Mas a Audi soube tornar o R8 um carro que sobrevive bem no ambiente urbano. É possível usá-lo sem problemas, apesar da suspensão mais firme característica.



Mas, para quem estiver disposto a pagar R$ 785.000, o R8 Spyder cumprirá seu duplo papel – superesportivo e conversível – com bastante dedicação.
Via IG
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