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Mesmo bem informados a respeito do uso da camisinha, não são todos os jovens que reconhecem o preservativo como o método mais eficaz para a prevenção da AIDS. É o que apontou uma pesquisa feita na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que também apontou um alto índice de jovens que praticam sexo sem proteção.
Trata-se de um dado preocupante, já que segundo dados do Ministério da Saúde, mais da metade dos novos casos da doença atingem pessoas de 15 a 24 anos. Na pesquisa feita pela UFMG, que entrevistou 1.137 estudantes do ensino médio da cidade de Vespasiano, na região metropolitana da capital mineira, apontou que precisa ser reforçada a educação sexual nas escolas, mas com uma abordagem individual e profissionais capacitados.
Dos adolescentes entrevistados, 81% responderam de que estão informados pelo risco de transmissão do vírus HIV pela relação oral, e que 79% dos estudantes sabem que a forma mais segura de prevenção de vírus é a camisinha.
Mesmo com todos esses conhecimentos, os jovens ainda se relacionam sem proteção, e têm dúvidas sobre as diversas formas de contágio, em especial com seus parceiros fixos. Especialistas apontam que como eles não imaginam de que um parceiro estável possa trair o outro, a maioria dos jovens acredita que a camisinha é desnecessária nos relacionamentos estáveis.
Além disso, a pesquisa concluiu de que existe a necessidade de dar valor aos aspectos regionais, especialidades de gênero e questões subjetivas. Isso acontece porque as abordagens em grupo são eficazes, mas não são suficientes no caso do trabalho com jovens. Especialistas apontam de que a abordagem grupal acaba inibindo os participantes em exporem suas dúvidas pessoais. Por isso, indicam uma maior troca de informações entre educadores e profissionais da saúde.
A pesquisa também apontou de que as próprias pessoas que esclarecem dúvidas dos jovens não compreendem bem alguns pontos importantes, e com isso permanecem dúvidas simples nos jovens, que colaboram para o aumento de pessoas nessa faixa etária contaminadas pela AIDS.
Como as principais fontes de informações dos adolescentes são os amigos, televisão, e pais, estes, por último têm um importante papel para orientá-los. Unindo pais, educadores e profissionais da saúde, é possível colaborar na diminuição dos casos da doença entre os jovens brasileiros.
Por Selma Isis








