Acidentes de trânsito servem de “gatilhos” para o aparecimento de dores generalizadas
Pessoas em más condições físicas, com doenças psicológicas ou que passaram por um evento traumático, podem ter mais riscos de adquirir a dor crônica generalizada. Essa foi a constatação de uma pesquisa feita nos Estados Unidos e publicada por uma revista científica. De acordo com relatos dos entrevistados, a dor crônica generalizada surgiu mais em pessoas que passaram por um acidente de trânsito do que em outras situações.
A dor crônica generalizada, segundo o Colégio Americano de Reumatologia, é uma dor persistente acima e abaixo da cintura, ou então simultaneamente nos lados direito e esquerdo do corpo, por mais de três meses. Esses estudos constataram taxas de prevalência dessas dores, entre 11 a 13% nos países: Reino Unido, Suécia e Alemanha.
No caso dos especialistas norte-americanos, perceberam que essa dor crônica costuma aumentar à medida que as pessoas envelhecem, e costuma atingir mais as mulheres do que os homens.
Dores generalizadas são manifestações freqüentes da fibromialgia, que pode se difundir em alguns pontos ou então atingir pontos específicos do corpo, como ombros e pescoço. As dores sentidas pelo paciente costumam variar desde um leve incômodo até algo incapacitante. Os pacientes podem sentir câimbras, rigidez, ardência ou dores em pontadas.
Essas dores costumam se manifestar dependendo dos horários, da intensidade dos esforços físicos, do clima, ligados ao padrão de sono e também emocionais. Mesmo se apresentando como incapacitante e dolorosa, a fibromialgia não compromete e nem deforma as articulações.
O que a medicina vem fazendo é analisar a função de determinados hormônios e produtos químicos que atuam na manifestação do humor, do sono e da dor. Esses estudos poderão ajudar os médicos a compreender melhor a fibromialgia, para que elaborem tratamentos mais eficazes e até mesmo preventivos.
Por Selma Isis
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