A situação da educação no Brasil



Na última semana, a professora Amanda Gurgel fez um verdadeiro desabafo sobre o estado precário da educação brasileira e suas políticas públicas, durante uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa sobre educação no Estado do Rio Grande do Norte. Na ocasião, a jovem professora expressou o que a maioria dos professores brasileiros fazem para ministrar aulas em condições cada vez mais precárias e o vídeo gravado durante o evento tornou-se um dos mais vistos no Youtube.

Dentre as declarações da jovem, uma delas leva as pessoas a uma reflexão sobre a situação educacional brasileira: “Estão me colocando dentro de uma sala de aula com um giz e um quadro para salvar o Brasil, é isso?”, disse Amanda durante a Audiência Pública.

Outros fatos denunciados pela jovem durante a audiência foram situações comuns nas escolas públicas de todo o Brasil: salas de aula superlotadas, falta de materiais, equipamentos quebrados, salários baixos, pressão do governo perante os grevistas, entre outros problemas.

Além disso, a jovem professora desafiou os integrantes da mesa, formada por deputados, promotores públicos e pela secretária da educação do estado, ao pedir atitude e respeito, para solucionar os sérios problemas existentes no Rio Grande do Norte. Segundo ela, ao contrário do que expôs Betânia Ramalho, Secretária de Educação do estado, os professores esperam resultados objetivos, não a longo prazo. Isso porque “a minha necessidade de alimentação é imediata; a minha necessidade de transporte é imediata”, declarou Amanda.

A professora ainda rebateu o discurso de Betânia Ramalho, dizendo que a Secretaria da Educação potiguar não trouxe nem novidade nem solucionou os problemas educacionais e alerta que a sociedade aceita essa situação precária como uma fatalidade e fecha os olhos para calamidade pública que afeta as escolas, achando isso normal.

Por fim, Amanda afirma de que não pode ser a redentora do Brasil, pois não possui as condições mínimas para sobreviver, pelas dificuldades da profissão e pelos baixos salários. De acordo com a jovem, para conseguirem sobreviver, professores costumam multiplicar o salário por três trabalhando nos horários matutinos, vespertinos e noturnos, o que os impede de se dedicarem a cursos de especialização e até mesmo cumprir com todas as atividades nas escolas com qualidade.

Mas a jovem professora já pode se considerar vitoriosa, pois tornou público uma situação corriqueira no Brasil e tornou o assunto o centro das atenções em discussões nas redes sociais, e por conseqüência, faz toda a sociedade pensar sobre a situação precária da educação no país.

Por Selma Isis




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